segunda-feira, 5 de agosto de 2013

A PODA DE PRODUÇÃO DA VIDEIRA


               A poda consiste na eliminação ordenada de uma porção da copa, normalmente sarmentos com gemas ou brotos com folhas e, ocasionalmente, raízes. Isto produz alterações importantes na planta, que podem ser positivas ou negativas, por isto deve ser feita por pessoas que tenham conhecimento e com objetivos bem claros.

                A poda de produção deve conferir-lhe facilidade de manejo (controle das dimensões da videira, manutenção da forma original), adequada iluminação no interior da copa (espaço entre os esporões e/ou varas e os brotos), controle da carga de frutos (localização da madeira de produção, quantidade de flores e frutos, qualidade dos frutos, uniformidade de produção ao longo dos anos), longa vida (manter o vigor, regulando competências e evitar o envelhecimento), sanidade (eliminação da madeira doente ou morta) e também persegue reparar danos ou deformações.
                A poda pode ajudar a atenuar os elementos adversos como geadas primaveris, excesso de temperatura e umidade nos cachos, etc.; embora não seja fator decisivo visto que, uma variedade bem adaptada, um sistema de condução apropriado e outros aspectos do cultivo, tenham um papel mais importante.
                A poda pode atrasar o inicio da brotação e com isto reduzir o risco de geadas primaveris ou evitar condições climáticas adversas em momentos críticos do período fenológico, tais como o inicio da maturação. Este efeito pode ser conseguido mediante a poda tardia, logo antes da brotação e inclusive mediante a execução de duas podas: uma pré-poda, onde se deixa somente os sarmentos que formarão os futuros esporões ou varas, porém com um maior numero de gemas e após a poda definitiva, quando se calcula que o período de geadas passou, deixando então a videira com a carga correta de gemas.

                A característica principal que relaciona uma variedade com a poda é a fertilidade das gemas, entendendo-se esta como o número de inflorescências por broto. Variedades férteis em suas gemas basais admitem poda curta, inclusive esporões de uma única gema. Ao contrário, existem outras variedades que somente possuem fertilidade nas gemas mais altas, quarta, quinta ou mais; exigindo, por tanto, uma poda longa.
                Entende-se por fertilidade das gemas o número de cachos que é capaz de originar. Existe uma grande flutuação de valores de fertilidade: nas gemas basais, geralmente, é reduzida ou nula porque estas se formam num período desfavorável a diferenciação. O mesmo pode-se dizer das gemas da extremidade apical, enquanto que na faixa central do sarmento a fertilidade é mais alta, porque durante o seu desenvolvimento as gemas foram beneficiadas por uma melhor nutrição e melhor condição climática.
                O método mais comum de determinar a carga de gemas é empírico e se baseia no vigor, tomando-se como base a quantidade e o tipo de lenho presente (diâmetro, comprimento e ramificações dos sarmentos). De ano em ano faz-se ajustamentos para mais ou para menos. Outro método baseia-se na pesagem dos sarmentos resultantes da poda, de certo número de plantas representativas, comparando-se com o do ano anterior.

segunda-feira, 27 de maio de 2013

MORTE DESCENDENTE DA VIDEIRA


MORTE DESCENDENTE DA VIDEIRA

 

                As doenças do lenho são hoje responsáveis por significativos prejuízos em vinhedos de todo o mundo, atacando em todos os estágios de crescimento da videira,  causando o declínio lento e perda de produtividade. A infecção pode ocorrer através do material de propagação ou via as feridas da poda de inverno.

                Este é um problema que preocupa todos os viticultores, principalmente por não existir um tratamento curativo para as plantas infectadas, ainda mais, por ser doenças que podem passar despercebidas durante grande parte da sua evolução  e só se manifestar muitas vezes quando os danos já são irreparáveis.

O risco de ocorrer à infecção é determinado, em grande parte, pela suscetibilidade da ferida. Neste sentido numerosos fatores contribuem, como: período do ano em que é feito o corte, o tempo que a ferida demora para cicratizar,  movimento da seiva e temperatura. As feridas feitas no inicio do inverno são suscetíveis por quatro a cinco semanas, enquanto que as feitas no final do inverno ou inicio da primavera são suscetíveis por 10 a 14 dias. As feridas cicatrizam mais rapidamente quando feitas mais tarde do que no inicio do inverno devido ao mecanismo natural da videira. As feridas também tendem a secar mais rapidamente com temperatura mais alta, que ajuda a cicatrizar. A temperatura mais alta no final do inverno também favorece o desenvolvimento de outros microorganismos na superfície da ferida, promovendo competição por nutrientes e antagonismo entre eles reduzindo a possibilidade de infecção. Alem disso, próximo ao inicio da brotação ocorre exsudação de seiva que pode expulsar os esporos de dentro dos vasos do xilema.

O tamanho da ferida também influencia na suscetibilidade. Os cortes maiores tem maior possibilidade de infecção, visto terem maior área para o fungo se instalar. Alem disso, demoram mais para cicatrizar. Estudos demonstraram que não há diferença de suscetibilidade entre cortes na madeira de dois ou três anos. Entretanto, cortes feitos na madeira de um ano tendem a ter muito menor risco dos feitos em madeira velha.

No vinhedo, o período decorrido entre a infecção nas feridas e o aparecimento de sintomas nas folhas varia de 1 a 8 anos. A invasão do micélio na madeira das diferentes variedades de uva é na base de 10 a 18 mm por ano. Os sintomas na madeira aparecem após diversos anos, e provavelmente contribui pela morte das plantas, entretanto, a severidade dos sintomas nas folhas varia de ano a ano, provavelmente devido aos fatores ambientais. Existem poucas informações sobre o efeito do ambiente no desenvolvimento da infecção, crescimento e aparecimento dos sintomas.

Os sintomas da morte descendente do lenho podem ser verificados  nos braços e no tronco pelo aparecimento, interno, de manchas necróticas e de consistência dura e com coloração acastanhada e nas folhas pelo tamanho reduzido, crispamento, necroses marginais  e que podem estender-se a toda a folha . A morte do lenho dá-se a partir de uma ferida e caminha pelo ramo no sentido descendente.

 


Os estragos desta doença refletem-se ao nível produtivo, causando desavinho e redução da produção, na perda de qualidade, podendo em algumas variedades haver a redução do componente aromático, e perdas econômicos devido ao replantio das videiras mortas.

Entre os fatores que favorecem o desenvolvimento destas doenças convém salientar:

- Clima (temperatura e umidade) exerce um papel importante no desenvolvimento destas doenças. Os períodos de chuva e frio durante a época da poda são favoráveis à dispersão dos esporos e ao desenvolvimento.

- Época da poda, especialmente durante período de chuva e de frio. Quando a poda ocorre no inicio do inverno as feridas de poda mantêm-se receptivas à doença por períodos mais ou menos longos 4 a 5 semanas, enquanto que quando a poda é feita no final do inverno ou inicio da primavera diminui a suscetibilidade à doença;

- Todos os sistemas de poda que originam grandes feridas promovem a instalação destas doenças, sendo a condução em Guyot citada como mais favorável que a poda em cordão esporonado;

- A receptividade da videira à doença está também relacionada com a idade das plantas, ou seja, as videiras adultas com 25 a 30 anos apresentam a máxima susceptibilidade, embora possa contaminar videiras jovens;

- Há autores que referem à influência de certos porta-enxerto, como do gênero Rupestris. (devido à sua riqueza em taninos);

- Fatores que aumentem o vigor da videira, especialmente nos primeiros cinco anos da plantação (solos férteis, porta-enxerto vigoroso, adubações excessivas);

- Todas as técnicas culturais que possam provocar feridas (cortes de poda de grandes dimensões, acidentes com maquinas e ferramentas, escarificações profundas, etc);

- Falta de desinfecção dos utensílios de corte bem como plantas mortas deixadas sobre o solo, favorecem a disseminação dos fungos responsáveis por estas doenças.

Controle

                   Na ausência de tratamentos químicos eficazes, torna-se assim imperativo adotar medidas profiláticas (meios de luta cultural) de forma a reduzir a fonte de inoculo e o risco de contaminação, e paralelamente proceder à reconversão ou replantio das videiras afetadas, a fim de diminuir os impactos destas doenças.

Diversas práticas de manejo são preconizadas para evitar o ataque dos fungos causadores da morte descendentes, como a retirada e queima de toda a madeira da poda de dentro do vinhedo, não podar quando chove ou houver alta umidade e podar o mais tarde possível e pincelamento das feridas com pasta protetora.

No caso de videiras atacadas é recomendável eliminar toda a parte com sintomas até cerca de 10 cm abaixo do local em que não aparecem mais sintomas.

A eliminação da parte das videiras atacadas de dentro do vinhedo pode reduzir o nível da fonte de inoculo, entretanto somente isto não é suficiente. Os esporos do fungo podem ser carregados pelo vento por cerca de 50 km e há muitas fontes de inoculo, como árvores frutíferas, árvores nativas e plantas ornamentais.

A transmissão via ferramentas de trabalho é sem duvida o maior fator de disseminação da doença. Entretanto, o uso de fungicida sobre a ferida elimina qualquer fungo disseminado pela ferramenta. Mas a desinfecção da ferramenta é uma prática aconselhável.

Há estudos indicando que o Tebuconazole, Fenarimol, Cyprodinil + Fludioxonil e Tetraconazole são os fungicidas que mais inibem a germinação de esporos e também inibem o desenvolvimento das hifas.

Portanto, como medida de prevenção devemos adotar a estratégia de pincelamento das feridas feitas sobre o lenho, quer seja de poda, eliminação de parte atacada ou acidentais, com um dos seguintes produtos:

1 – Pasta bordalesa = em 10 litros de água dissolver 2 kg de Sulfato de Cobre e 2 kg de cal.

2 – Tinta plástica = em um litro de tinta plástica adicionar 20 ml (g) de um dos fungicidas acima indicados.

 

 

Bibliografia consultada

ALMEIDA, F. – Doenças do lenho da videira – Eutipiose e Esca. Cadernos Técnicos ADVID. 2007.
BESTER, W., CROUS, P.W. and FOURIE, P.H. - Evaluation of fungicides as potential grapevine pruning wound protectants against Botryosphaeria species. Australasian Plant Pathology 36. 2007.
 
CARTER, M.V. - The status of Eutypa lata as a pathogen. Monograph – Phytopathological Paper No. 32. (International Mycological Institute, Surrey, UK). 1991.

HALLEEN, F., FOURIE, P.H. and CALITZ, F.J. - In vitro sensitivity of Eutypa lata to various fungicides. Wynboer. 2001.

SOSNOWSKI, M.R., WICKS, T.J., LARDNER, R. and SCOTT, E.S. - The influence of grapevine cultivar and isolate of Eutypa lata on wood and foliar symptoms. Plant Disease 91. 2007.

SOSNOWSKI,M.CREZSER,T. WICKS, R. LARDNER, R and SCOTT,E. -  Protection of grapevine pruning wounds from infection by Eutypa lata. Australian Journal of Grape and Wine Research, 14. 2008.

SOSNOWSKI,M., LOSCHIAVO, A., WICKS, T. and SCOTT,E.- Managing eutypa dieback in grapevines. Australian & New Zealand Grapegrower and Winemaker. 2009.

SOSNOWSKI, M. & LOSCHIAVO, A. -  Management of Eutypa dieback and Botryosphaeria canker in south-western Western Australian vineyards. 2010.

TEY-RULH, P., PHILIPPE, I., RENAUD, J.M,, TSOUPRAS, G., De ANGELIS, P., FALLOT, J. and TABACCHI, R. - Eutypine, a phytotoxin produced by Eutypa lata the causal agent of dying-arm disease of grapevine. Phytochemistry 30. 1991.

 

sábado, 11 de maio de 2013

VITICULTURA - Poda da Videira



A PODA DA VIDEIRA

 

                Embora a gestão da copa esteja mais relacionada com a operação de poda verde, as decisões tomadas durante a poda de inverno (número de gemas, comprimento da poda, posição dos esporões e das varas, etc.) podem ter uma influência determinante no crescimento da copa, na produção e na composição final da uva. Neste sentido, um dos temas mais debatidos, embora ainda por resolver, é a eleição entre a poda curta (esporões) ou longa (varas). É verdade que com a poda em esporões se obtém uma brotação bem mais numerosa, porém o sistema Guyot garante uma maior fertilidade das gemas e cachos maiores, equilibrando a situação, e o resultado final é uma produção por videira muito parecida. Como conseqüência é conveniente observar que tampouco diferem quanto à composição da uva, sólidos solúveis do mosto e concentração de antocianina. Por outro lado, se levarmos em consideração a mão-de-obra, esta comparação inclinaria a balança em favor da adoção da poda longa, pois embora a poda em cordão esporonado implique num significativo ganho de mão-de-obra por ocasião da poda de inverno, requer maior número de horas para a poda verde e levando-se em consideração a falta de mão-de-obra é conveniente diminuir a necessidade para a poda verde. Porém, tem outro detalhe a considerar: o hábito de brotação de cada variedade - é de conhecimento geral que existem variedades de uva de difícil brotação em poda longa e isto pode resultar em grande perda de produção e é variável de região a região.

                A característica principal que relaciona uma variedade com o tipo de poda é a fertilidade das gemas, entendendo-se esta como o número de inflorescências por broto. Variedades férteis em suas gemas basais admitem poda curta, inclusive esporões de uma única gema. Ao contrário, existem outras variedades que somente possuem fertilidade nas gemas mais altas, quarta, quinta ou mais; exigindo, por tanto, uma poda longa.

                Geralmente fala-se de fertilidade média, que é dada pelo número total de cachos divididos pelo numero de gemas deixadas na planta por ocasião da poda de inverno. A fertilidade pode flutuar entre valores abaixo de uma unidade até o máximo ao redor de três unidades. A fertilidade é condicionada grandemente a variedade, ao clima, às condições gerais de nutrição e sanitárias, ao tipo de poda, ao porta-enxerto, etc. Dentro de certos limites, a fertilidade da gema é correlacionada positivamente ao vigor do sarmento e do tronco; vigor excessivamente baixo e alto deprime a fertilidade das gemas.

                O método mais comum de determinar a carga de gemas é empírico e se baseia no vigor, tomando-se como base o desenvolvimento dos sarmentos (diâmetro, comprimento e ramificações). De ano em ano faz-se ajustamentos para mais ou para menos. Outro método baseia-se na pesagem dos sarmentos resultantes da poda, de certo número de plantas representativas, comparando-se com o do ano anterior.

ÉPOCA DA PODA - A poda de inverno, como é de conhecimento, realize-se durante o período de dormência da videira. Sabe-se que este período, no hemisfério Sul, vai de Maio a final de Agosto, agora, quando podar dentro deste espaço de tempo depende das condições macro e mesoclimáticas do local, e de cada estação, e da disponibilidade de mão-de-obra em relação a área cultivada.

                O período da poda tem potencial influência no desenvolvimento das inflorescências nas gemas e na brotação da videira. Há estudos que demonstraram que ocorre redução da brotação das gemas distais, em varas,  quando a poda for realizada no final do período de dormência. Este fenômeno é importante porque o desenvolvimento apical que é normal na videira é modificado pela poda tardia, resultando na diminuição da brotação das gemas distais e na melhor brotação das gemas ao longo da vara. Isto se deve a melhor distribuição da auxina, fito hormônio que induz a divisão celular e o desenvolvimento, quando as gemas estão mais maduras no final do período de dormência. Neste estágio as gemas terminais estão aptas a iniciarem a produção de auxinas para dar inicio a brotação e isto inibe a dominância apical observada nas gemas distais.




 

               
               



quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

VITICULTURA - Operações pós-colheita


OPERAÇÕES PÓS-COLHEITA DA UVA

 

                Com a colheita da uva não significa que o viticultor esteja em férias, existem cuidados que devem ser tomados na pós-colheita e que são muito importantes na vida da planta e no desenvolvimento da vegetação no ciclo vegetativo seguinte. Entre estes cuidados podemos citar; tratamentos fitossanitários, adubação, semeadura de cobertura verde e, se necessário, coleta de amostra de solo para análise.

                A videira, como as outras plantas, tem a capacidade de manufaturar seu próprio alimento através do aproveitamento da energia solar que a converte em energia química. A intensidade com que este aproveitamento da energia solar ocorre (fotossíntese) depende da temperatura, umidade atmosférica, disponibilidade hídrica do solo, intensidade luminosa e da fertilidade do solo. Os produtos oriundos da fotossíntese são normalmente chamados de fotoassimilados (açucares e outros carboidratos), que é o alimento energético utilizado pela planta para o seu desenvolvimento e para manter as funções vitais. O aproveitamento destes fotoassimilados, em menor ou maior quantidade, varia conforme a estação do ano, dependendo da produção de fotoassimilados e da demanda de cada parte da planta. A maioria dos produtos elaborados são inicialmente enviados as partes em crescimento, como os ramos, frutos e raízes. Durante a maturação da uva a preferência é para atender os frutos e somente o excesso é que vai para a reserva. Após a colheita todos os fotoassimilados são direcionados as raízes e tronco para formar a reserva de carboidratos. Esta reserva de carboidratos, nas raízes e tronco, serve para prover de energia a nova brotação no ano seguinte. Por este motivo é muito importante manter as folhas sadias após a colheita até a senescencia das mesmas para que elaborem fotoassimilados a fim de abastecer os órgãos permanentes (raízes, tronco) com carboidratos e isto conseguiremos se continuarmos tratando a folhagem a fim de evitar a entrada de doenças e assim mantê-las na planta o maior tempo possível.

                A disponibilidade de carboidratos, como fonte de reserva, no inicio do ciclo vegetativo é muito importante porque a videira, diferentemente das outras árvores frutíferas, apresenta diferença entre o inicio do crescimento dos brotos e das raízes. Normalmente as raízes iniciam o crescimento após o aparecimento dos brotos, isto porque a temperatura do solo geralmente limita tanto a expansão do sistema radicular como a sua proliferação, principalmente no inicio da temporada de crescimento, e a videira depende então destes carboidratos para as suas funções vitais.

                A demanda por nutrientes no inicio do ciclo vegetativo não pode ser atendida pelas novas raízes e a planta vale-se então das reservas existentes. Estudos indicam que nas primeiras semanas de desenvolvimento da vegetação cerca de 50% do nitrogênio e do fósforo, 15% do potássio e 5% do cálcio e do magnésio são provenientes das reservas.

Conradie (1980 e 1981) determinou a absorção de nitrogênio, fósforo, potássio, cálcio e magnésio em cada fase do ciclo vegetativo.

Elemento
Brotação a floração (%)
Floração
(%)
Final da floração ao inicio da maturação (%)
Inicio da maturação a colheita
(%)
Pós- colheita
(%)
Nitrogênio
14
14
38
-
34
Fósforo
16
16
40
-
28
Potássio
15
11
50
9
15
Cálcio
10
14
46
8
22
Magnésio
10
12
43
13
22

               

Isto demonstra a importância da adubação pós-colheita, pois os nutrientes absorvidos após a colheita, não migram para as folhas, mas para os órgãos permanentes e servirá para suprir a necessidade inicial quando as raízes absorvem menos nutrientes do que a planta necessita.

                A manutenção e/ou instalação de cobertura verde no solo (adubação verde) desempenha papel importante na conservação do solo e na fertilidade do solo, por melhorar o controle da erosão, manter a fertilidade, aumentar a porosidade devido à penetração das raízes e sua decomposição, aumentar o teor de matéria orgânica, melhorar a atividade biológica, além da possibilidade de diminuir o uso de herbicidas. Várias espécies podem ser utilizadas para este fim, como aveia preta, ervilhaca, nabo forrageiro, azevém e a manutenção da própria vegetação espontânea.

sábado, 15 de dezembro de 2012

PRODUTIVIDADE DA VIDEIRA


PRODUTIVIDADE DA VIDEIRA


 
 
                   A carga de uva que uma planta pode maturar com máxima qualidade está relacionada com a superfície foliar efetivamente iluminada. Isto significa que a qualidade da composição da uva depende mais do equilíbrio entre as folhas e a carga de uva do que o nível absoluto da carga por cepa, pois cada vinhedo possui seu próprio modelo de variação da qualidade em função do rendimento. Este modelo ou curva de comportamento dependerá da interação entre os diferentes fatores que o regula, como clima, solo, área foliar total da videira e da percentagem desta área exposta totalmente à luz solar. Conhecer este comportamento é fundamental para otimizar o manejo, pois existe uma qualidade máxima possível que corresponde a uma produtividade ótima, segundo um modelo que está determinado pelo equilíbrio vegetativo / produtividade das cepas e as características agro climáticas do vinhedo.

                Portanto, o conceito que alta produtividade reduz a qualidade da fruta deve-se em parte ao efeito que a “sobrecarga” causa atrasando a acumulação de açúcar na fruta quando comparado com aquelas plantas com menos carga. Sem dúvida, existem antecedentes que indicam que o nível de carga por planta não afeta a acumulação de açúcar e a qualidade da fruta, desde que seja observado o nível de carga específico que uma planta pode amadurecer antes que um rendimento maior atrase a maturação e afete a qualidade. É claro que a produtividade de um vinhedo influi na qualidade da uva e do vinho, porém frequentemente caímos no erro de analisar a relação entre estes dois parâmetros como se tratasse de uma simples equação matemática própria das ciências exatas quando, na realidade, trata-se de um complexo processo biológico. Como sabemos, os processos biológicos são governados ou regulados por numerosos fatores que interagem entre si.

                A produção é determinada pela quantidade de carboidratos (açucares) fornecidos ao fruto e a outros órgãos da planta. Existe um clássico conceito que relaciona a interferência entre a quantidade e a qualidade, onde quando um aumenta diminui linearmente o outro. Alem disso, muitos viticultores acreditam que se a videira passar por um estresse produzirá uva de melhor qualidade.  Entretanto, a realidade não é simples assim. O conceito cientifico é que existe uma relação entre a quantidade e a qualidade formada por uma curva ascendente onde as duas aumentam até alcançar um patamar e após sim, a qualidade diminui se aumentar a quantidade. Este patamar é o ponto que todo o viticultor deve buscar para ter qualidade.

                A qualidade da uva para vinho baixa quando se supera a capacidade fotossintética da planta e piora o seu micro clima. Num lugar de grande radiação e amplitude térmica diária a mesma qualidade se pode obter com um rendimento maior manejando o micro clima e as adversidades em momentos específicos.

                Para a qualidade da uva deve-se manipular a relação folhas / fruto (poda, raleio de cachos, desbrote, posição dos sarmentos), nutrição adequada, como também a densidade da folhagem e o comprimento dos sarmentos, para criar um micro clima (luz e temperatura) também adequado ao desenvolvimento e a maturação das bagas e se deve submeter o cacho a aflição para fomentar a síntese e a concentração de fenóis. Um fator importante na qualidade da vindima é a uniformidade de maturação dos cachos. Isto é mais importante que a maturação média proveniente de brotações desuniformes, que contém diferente relação folhas / frutos. A relação folhas / frutos obtem-se via raleio de cachos.

                O raleio de cachos tem época adequada de ser realizada por que:

                - Raleio muito cedo – no caso de um raleio precoce, o vigor das videiras é favorecido, favorecendo o engrossamento das bagas restantes, o crescimento dos brotos e o aumento da fertilidade das gemas latentes. E assim, o potencial da produção do ano seguinte será aumentado, gerando o risco de uma super produção, o que obriga a ralear novamente.

                - Raleio próximo ao inicio da maturação – poderíamos generalizar dizendo que para variedades de vinificação o raleio poderia ser realizado a partir do momento que as uvas possuem o tamanho de um grão de ervilha relativamente grande. Porque neste momento, o processo de divisão celular das bagas está concluído e não ocorrerá grande crescimento delas pela diminuição da concorrência. Alem disso, o efeito na redução da produtividade será menor e maior será a modificação das características do fruto.

                - Durante ou depois do inicio da maturação – realizado nesta época, não estaremos aproveitando o pico da síntese da cor e de outros compostos que ocorrem neste momento. Parte da cor estaria sendo jogada ao solo com os cachos eliminados; alem disso, as perdas de rendimento serão maiores, ocorre antecipação da data da colheita e os efeitos sobre a qualidade são poucos. Quanto mais tarde se realiza menor será a compensação ou recuperação do peso da fruta e o efeito sobre sua qualidade.

                O raleio de frutos deve ser feito após o fechamento do cacho e logo antes do inicio da maturação, com o objetivo de melhorar a qualidade de vinificação e não aumentar o tamanho da uva. Se 8 a 12 cm2 de folhas são suficientes para o pleno desenvolvimento de um grama de uva (dependendo de cada variedade)  e, então, um broto para dois bons cachos é aquele que tem 18 a 20 folhas bem desenvolvidas, ou o comprimento de 1,00 a 1,40 m. Antes do inicio da maturação, se deixa dois cachos nos brotos com 15 a 20 folhas, um cacho naqueles com 8 a 12 folhas (50 a 90 cm) e nenhum nos que tem menos folhas (menores de 50 cm).

                Resulta evidente que é preciso integrar bons procedimentos de gestão da folhagem dentro do ciclo de crescimento, adaptando-os aos requisitos fisiológicos da videira. Sua estrutura física, o micro clima e a fisiologia da planta afetam de forma global o seu rendimento e a sua gestão. O desenvolvimento da folhagem tem um papel físico e fisiológico (também através do micro clima) sobre o potencial que tem a planta de produzir uva de grande qualidade.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012


DESFOLHA

 
 

                A eliminação de folhas pode ser conveniente em certos casos e situações ou negativa em outras. Como norma, sempre que exista sombra na copa que prejudique a qualidade da uva e a fertilidade das gemas, a desfolha é conveniente, por favorecer o balanço fotossintético e por proporcionar um micro clima adequado para a maturação dos cachos. A sombra no interior da copa tem vários efeitos negativos que convém controlar, tais como baixas concentrações de açucares, antocianinas, fenóis e ácido tartárico; aumento de pH e do nível de potássio; e diminuição da qualidade sensorial do vinho.

                Embora esta prática seja para atingir certos objetivos, normalmente é empregada em copas muito densas desde o fechamento do cacho até o inicio da maturação para lograr uma melhor exposição à luz solar e uma melhor aeração ao redor dos cachos, o que supõem benefícios substanciais em termos de pigmentação e resistência às podridões, além de melhorar a penetração e a cobertura dos tratamentos fitossanitários sobre os frutos. A desfolha não garante necessariamente uma melhor composição da uva. Uma desfolha excessiva que sobre exponha os cachos à luz solar pode dar lugar a uma pigmentação deficiente nas bagas de variedades tintas. A excessiva exposição à luz solar pode causar perdas tanto na produtividade, como na qualidade. Perdas na produtividade ocorrem quando os frutos são danificados pelo calor e chegam a murchar. Este dano geralmente ocorre após inicio da maturação quando as uvas tem pigmentos (principalmente nas tintas) e absorvem maior quantidade de energia solar. Entretanto, podem ocorrer danos também antes do inicio da maturação, quando as bagas são totalmente ressecadas. Ou então podem permanecer intactas, mas os sintomas aparecerão quando amadurecem, pela maturação incompleta. Quanto à interferência na qualidade do vinho depende de variedade para variedade.

                É comum a realização da desfolha no terço ou quarto basal dos brotos logo antes do inicio da maturação para expor os cachos à luz direta e ao vento. Com isto perseguem melhorar a cor e a concentração de fenóis de variedades tintas, manter um ambiente seco e livre de enfermidades fungicas e amadurecer melhor o cacho pela elevação da temperatura e a exposição à luz ultravioleta (mais açucares e fenóis maduros e menos ácido málico). Esta prática tem sua origem e maior difusão nas zonas frescas e chuvosas, onde produz efeitos benéficos e é uma necessidade. Entretanto, em regiões mais quentes, onde a elevação da temperatura da uva pode ser exagerada, produz efeito adverso na cor, outros flavonóides, resveratrol e aromas, pela queimadura da casca, e na diminuição do conteúdo de nitrogênio, que torna a fermentação do mosto mais lenta. Nessas condições a desfolha, que é necessária, deve ser mais suave. Portanto, práticas que aumentem a exposição dos cachos à luz solar (como remoção de folhas) depende de vinhedo a vinhedo, isto é; temos que analisar os efeitos desta exposição nos cachos e a qualidade do vinho obtido, pois quando a folhagem da videira recebe iluminação adequada, não haverá benefícios com esta prática, ao contrário, poderá haver prejuízo. Devemos considerar que, enquanto a temperatura das folhas não apresenta diferença entre as expostas a luz solar e as que se encontram no interior da copa, devido à regulação térmica produzida pelo processo da transpiração, o mesmo não ocorre com os cachos, já que os expostos apresentam maior temperatura que os localizados em ambiente sombrio, principalmente nas uvas tintas. A situação ideal é manter uma boa exposição dos mesmos, porém com certa proteção foliar; a qual pode ser de maior ou menor grau, segundo o clima e as variedades que se cultivam.

                A atividade fotossintética das folhas dispostas ao longo do sarmento e o transporte de compostos assimilados podem aumentar se melhorar as condições microclimáticas da folhagem e diminuir a proporção entre a fonte e o receptor, graças à gestão da folhagem. No obstante, sempre devemos manipular a planta de modo a deixarmos suficiente superfície foliar para permitir o correto desenvolvimento da uva e a entrada da luz solar no interior da folhagem, porem interceptando ao mesmo tempo o excesso de radiação sem perder energia utilizável.

domingo, 21 de outubro de 2012

O MÍLDIO DA VIDEIRA


MILDIO (Peronóspora, Mufa ou Mofo)

                              

                               O Míldio da videira é causado pelo fungo Plasmopora vitícola (Berk & Curt).

                No outono as folhas caem e aquelas atacadas pelo Míldio durante o ciclo vegetativo conservam no seu interior as unidades de reprodução (oósporos) do Míldio, embora estas folhas se decomponham estas unidades de reprodução continuam no material em decomposição. Além disso, pode passar o inverno na forma de micélio dormente sobre os sarmentos que foram atacados durante o ciclo vegetativo. Na primavera quando a temperatura ultrapassar os 10 oC e chover no mínimo 10 mm ocorre à germinação. Os esporos (zoósporos) formados na germinação são espalhados pelos pingos da chuva e transportados pelo vento. Ao caírem sobre a folha, por possuirem cílios que se movimentam, encistam-se no estômato da folha e penetram, instalando-se no espaço interno (câmara estomática), daí o micélio que se forma expande-se através do espaço intercelular colonizando o tecido do hospedeiro. Sob condições favoráveis de temperatura e umidade o tempo decorrido entre a penetração e a germinação é de 90 minutos. Cerca de 4 dias após a infecção, dependendo da idade da folha, da cultivar, da temperatura e da umidade, aparecem os primeiros sintomas do ataque, as manchas amarelas sobre a folha (manchas de óleo).
Mancha de óleo  (Foto Antonio Santin)

                Dentro de um a três dias após o aparecimento da mancha de óleo surge a mancha de conídios (mancha branca) na parte inferior da folha, correspondente a mancha amarelada. Mas para que isto ocorra é necessário que a temperatura mínima esteja  acima de 13 oC e umidade relativa acima de 80%, a partir disto poderão ocorrer às infecções secundárias.
Mancha de conídio (Foto Antonio Santin)


                Nestas manchas de míldio formam-se os esporângios que irão produzir os zoósporos para causar a infecção secundária, isto ocorrerá se a umidade relativa do ar estiver acima de 95%, pelo menos por quatro horas, temperatura acima de 13 oC e ausência de luz. Após o inicio da esporulação, o processo é contínuo, desde que a temperatura esteja acima de 11 oC. Os zoósporos são dispersos pela chuva e/ou vento e são transportados para causarem novas infecções.

                 Todos os fatores que contribuem para aumentar o teor de água no solo, ar e planta favorecem o desenvolvimento do Míldio. Dificilmente ocorre infecção se a umidade do ar for inferior a 75%, porém, ela será grande quando o período de água livre (chuva, orvalho ou neblina) for maior de três horas e sob condições de céu encoberto e encontram as melhores condições para o seu desenvolvimento com temperatura entre 23 a 25 oC.

                   O fungo incide sobre todos os órgãos verdes da planta, preferencialmente naqueles mais tenros, desenvolvendo um micélio que neles penetra para absorver a seiva.

SINTOMAS

FOLHAS – os primeiros sintomas podem aparecer quando as folhas são ainda muito pequenas (no momento que são formados os estômatos), cerca de 3 cm de largura, pois neste estágio tem a máxima sensibilidade e à medida que vão envelhecendo decresce esta sensibilidade. Inicialmente aparecem manchas amareladas na superfície superior da folha (mancha de óleo) e na pagina inferior, correspondente à mancha de óleo, em condições de alta umidade aparece uma mancha branca constituída pela frutificação do fungo. Mais tarde elas tomam a coloração pardo-avermelhada podendo confluir uma macha com a outra e abranger grande parte do limbo folhar.   As folhas que apresentam muitas manchas em ótimo desenvolvimento caem prematuramente privando a planta de seu órgão de nutrição, interrompendo o desenvolvimento dos cachos e sarmentos, depauperando a planta e prejudicando a produção do ano seguinte.

                 O efeito negativo ao ataque foliar é devido à perda do principal órgão de assimilação da planta com repercussão negativa direta seja na produção quantitativa e qualitativa, ou seja, na maturação dos sarmentos e das gemas, potenciais produtivos do ano seguinte.
Foto Antonio Santin

BROTOS – Os brotos e sarmentos são normalmente infectados nos estádios iniciais de crescimento, ou em suas extremidades, antes da lignificação. Os ramos doentes apresentam coloração marrom-escura, com aspecto de “escaldado”. Os nós são mais sensíveis do que os entrenós. Infecções em ramos novos causam o secamento dos mesmos. Este dano será observado durante a poda de inverno.
                                       Sintomas no nó do ramo tenro (Foto Antonio Santin)

Sintomas no nó do ramo verde (Foto Antonio Santin)
                             Sintomas no ramo maduro (Foto Antonio Santin)

CACHOS E UVA – o ataque do míldio sobre a inflorescência (antes da floração) ou no cacho recém formado (logo após a floração) causa perda elevada de produção. Quando ocorre sobre a inflorescência a danifica deixando-a em forma de gancho. Na floração, o patógeno provoca o escurecimento e destruição das flores afetadas, sintomas muito semelhantes aos ocasionados pela antracnose. Nos estádios da pré-floração e em bagas pequenas, o fungo penetra pelos estômatos, causando escurecimento e secamento destes órgãos, observando- se uma eflorescência branca que é a frutificação do fungo.

                Se o ataque acontecer mais tarde (bagoinhas), causa a podridão cinzenta. As bagas tomam uma coloração verde azulada, paralisa seu crescimento, endurecem, cobrem-se de eflorescência branca, secam e caem.

Quando as bagas atingem mais da metade do seu desenvolvimento o ataque do fungo pode ocorrer pelo pedicelo e posteriormente colonizá-la. As bagas infectadas nessa fase apresentam uma coloração pardo-escura, e é facilmente destacável do cacho, não havendo formação de eflorescência branca característica. Os ataques na inflorescência e nos cachos são os mais danosos, pois atingem diretamente o produto final podendo comprometer totalmente a produção.

Foto Antonio Santin

CONTROLE

             No inicio do ciclo vegetativo da videira quando a área foliar ainda é pequena, a temperatura não está dentro da faixa ótima para o desenvolvimento do míldio e a quantidade de inoculo é pequena, embora ocorram chuvas, os estragos que podem ser causados pelas infecções primárias são insignificantes. Nesta fase correspondem aos primeiros tratamentos, entre 2 a 3 folhas visíveis e os cachos visíveis, as intervenções podem ser feitas com produtos de contato, mesmo com tempo chuvoso. Embora não seja errado o uso de produtos sistêmicos ou de profundidade. Entretanto, devemos considerar que estamos usando produtos sistêmicos ou de profundidade numa fase que não são necessários, comprometendo a sua utilização mais tarde (devido o risco de resistência é aconselhável usá-los 3 a 4 vezes por ciclo vegetativo) e, além disso, são mais caros. Numa fase posterior que vai dos cachos separados ao inicio da floração, podemos usar qualquer tipo de fungicida, dependendo das condições climáticas: tempo seco e sem míldio visível usar fungicidas de contato; tempo úmido, embora sem a presença de míldio, é aconselhável usar produtos sistêmicos ou penetrantes.

                Na fase de floração é aconselhável o uso de produtos sistêmicos ou de profundidade, a não ser que o tempo seja seco e então podemos usar produtos de contato.

                A partir do inicio da formação do grão, que geralmente coincide com o final de Outubro, entramos num período critico onde a ocorrência de míldio poderá ser muito grande, devido às condições de umidade e temperatura, e este período se estende normalmente até final de Novembro. Neste período devemos seguir tratando com produtos de ação sistêmica ou de profundidade. A partir desta data, final de Novembro, se o tempo for seco podemos tratar com produtos de contato, mas se o tempo for chuvoso é aconselhável utilizar produtos sistêmicos ou de profundidade. Sempre observando que a partir do grão tamanho de ervilha, como neste estágio a transpiração deste órgão é muito pequena, os produtos sistêmicos terão pouca ação no controle da doença sobre os grãos.